contratos, escalas de embarque, adicionais, saúde e segurança a bordo e encerramento de contratos na indústria de petróleo e gás no mar.
O termo Advogado Offshore é utilizado para identificar a atuação jurídica relacionada às relações de trabalho de profissionais que exercem suas atividades em plataformas, navios-sonda, FPSOs, embarcações de apoio marítimo e outras operações ligadas à indústria de petróleo, gás e trabalho no mar.
Escala prolongada, folga interrompida, horas extras calculadas incorretamente, adicional reduzido, acidente a bordo ou contracheque que não corresponde ao trabalho efetivamente realizado são algumas das situações que podem exigir uma análise jurídica especializada.
No trabalho offshore, porém, a resposta raramente está em apenas um documento. É necessário comparar contrato, função exercida, escala real, controles de jornada, registros de embarque, contracheques e a convenção ou acordo coletivo aplicável.
Também é importante identificar corretamente o regime jurídico do trabalhador. Um marítimo de uma embarcação de apoio, um empregado diretamente ligado à atividade petrolífera e um técnico contratado por uma empresa terceirizada podem trabalhar na mesma operação e, ainda assim, estar submetidos a regras trabalhistas e instrumentos coletivos diferentes.
Alexander Nogueira atua como Advogado Offshore na análise de direitos de profissionais que trabalham embarcados, considerando as particularidades de cada contrato, escala, função e empresa.
Se o que consta no seu contracheque, na sua escala ou nos registros da empresa não corresponde ao que realmente aconteceu durante os embarques, reúna seus documentos para uma análise individual do caso.
O Advogado Offshore analisa questões trabalhistas relacionadas ao trabalho embarcado e à indústria de petróleo e gás no mar.
Essa atuação pode envolver desde a conferência de uma escala ou de um contracheque até situações mais complexas relacionadas a acidente de trabalho, mudança do regime embarcado para terra, terceirização, doença ocupacional ou contratos com empresas estrangeiras.
Entre os principais pontos que podem ser analisados estão:
O objetivo do Advogado Offshore não é presumir que toda situação ocorrida a bordo gere automaticamente um direito adicional, mas identificar qual regra se aplica, reconstruir o que efetivamente aconteceu e verificar se existem diferenças a discutir.
O setor offshore reúne profissionais com funções bastante distintas.
Entre os trabalhadores que podem enfrentar questões específicas relacionadas ao trabalho embarcado estão:
O simples fato de todos estarem embarcados não significa que tenham exatamente os mesmos direitos.
A função desempenhada, a empresa empregadora, a categoria profissional, a atividade econômica e a norma coletiva são fundamentais para definir qual regime jurídico deve ser analisado.
Não necessariamente.
Essa é uma das principais distinções que um Advogado Offshore precisa fazer antes de analisar jornada, adicionais e outras parcelas.
Um tripulante de embarcação de apoio pode estar submetido a regras diferentes das aplicáveis a um empregado enquadrado nas atividades petrolíferas previstas na Lei nº 5.811/1972.
Da mesma maneira, um profissional de manutenção contratado por empresa prestadora de serviços pode ter condições contratuais e negociação coletiva diferentes das dos empregados diretamente contratados pela operadora.
A Lei nº 5.811/1972 disciplina determinadas atividades relacionadas à exploração, perfuração, produção e outras operações ligadas ao petróleo. Sua aplicação deve ser verificada a partir da atividade e das condições efetivamente praticadas.
Portanto, não é tecnicamente correto presumir que toda pessoa que trabalha em uma plataforma ou embarcação esteja automaticamente submetida ao mesmo regime.
A análise deve começar identificando:
As escalas são uma das principais fontes de dúvidas no trabalho offshore.
Regimes como 14×14, 14×21, 21×21 ou 28×28 podem aparecer em diferentes operações, mas o número de dias embarcado e em folga não responde, sozinho, se a jornada diária foi corretamente cumprida e remunerada.
Uma jornada de 12 horas pode integrar determinados regimes offshore. Isso não significa que qualquer trabalho realizado além do turno esteja automaticamente compensado.
O Advogado Offshore pode verificar situações como:
Também é necessário comparar as horas efetivamente trabalhadas com aquelas já remuneradas.
A pergunta correta não é apenas “recebi horas extras?”. Também é necessário verificar quantas horas foram consideradas, qual base de cálculo foi utilizada e qual adicional foi aplicado.
Não necessariamente.
A resposta depende do regime legal, do contrato, da norma coletiva e da jornada efetivamente realizada.
Também podem existir horas extras já prefixadas ou remuneradas conforme a negociação coletiva.
Por outro lado, rendições tardias, dobras, treinamentos, reuniões ou chamados durante o repouso podem exigir uma apuração separada.
As horas extras são um dos principais pontos analisados por um Advogado Offshore.
Algumas convenções e acordos coletivos estabelecem quantidades prefixadas de horas extraordinárias. O fato de essas horas aparecerem mensalmente no contracheque não significa automaticamente que existam diferenças, mas também não demonstra, por si só, que todo trabalho adicional esteja quitado.
É necessário verificar:
Contracheques, escalas, registros de bordo, controles de jornada e mensagens relacionadas aos horários podem ser importantes para essa conferência.
Outra situação comum é o trabalhador deixar de embarcar e passar a exercer suas atividades em terra.
Com essa mudança, determinadas parcelas relacionadas às condições efetivas do trabalho offshore podem deixar de ser pagas.
Isso não significa, porém, que toda redução de remuneração esteja automaticamente correta ou incorreta.
Para empregados abrangidos pela Lei nº 5.811/1972, existe previsão específica relacionada à mudança, por iniciativa do empregador, de determinados regimes especiais quando ocorre redução ou supressão das vantagens correspondentes.
Em outros contratos, devem ser analisados:
Por isso, quem saiu do regime embarcado e passou a receber menos deve comparar a composição da remuneração antes e depois da transferência.
Trabalhar em uma plataforma, FPSO, navio-sonda ou embarcação não garante automaticamente o pagamento de insalubridade ou periculosidade.
São adicionais com fundamentos diferentes e que dependem das atividades e exposições efetivamente existentes.
A insalubridade é analisada de acordo com os agentes e condições previstos na NR-15.
A periculosidade possui hipóteses próprias, inclusive situações relacionadas a inflamáveis e outras atividades enquadradas na NR-16.
Um Advogado Offshore pode analisar:
Em processos judiciais, a caracterização desses adicionais frequentemente depende de avaliação técnica e prova pericial.
A norma aplicável à segurança e saúde do trabalhador depende do tipo de instalação e da atividade realizada.
A NR-30 trata da segurança e saúde no trabalho aquaviário.
Já a NR-37 estabelece requisitos específicos de segurança, saúde e condições de vivência em plataformas de petróleo.
Por isso, um Advogado Offshore deve primeiro identificar se a situação envolve uma plataforma, embarcação ou outra instalação antes de analisar a documentação e as obrigações relacionadas à segurança do trabalho.
Documentos como PGR, PCMSO, PPP, LTCAT, ASOs e registros de treinamento podem ter relevância conforme o problema analisado.
O ambiente offshore pode envolver trabalho em altura, movimentação de cargas, equipamentos pesados, espaços confinados, eletricidade, ruído e outras condições operacionais que precisam ser consideradas quando ocorre um acidente ou adoecimento.
Entretanto, o diagnóstico de uma doença ou o simples fato de o acidente ocorrer durante o contrato não determina sozinho todas as consequências trabalhistas.
É necessário examinar:
Doença ocupacional, estabilidade, indenização, pensão e retorno ao trabalho são questões diferentes e precisam ser analisadas separadamente.
A terceirização é comum na indústria offshore.
Nessa estrutura, a empresa prestadora é, em regra, a empregadora e devedora principal das obrigações trabalhistas.
A empresa que recebeu os serviços pode, dependendo dos requisitos aplicáveis, responder subsidiariamente pelas parcelas correspondentes ao período em que se beneficiou do trabalho.
Essa questão ganha importância quando a prestadora:
A eventual responsabilidade da tomadora não significa que o trabalhador terceirizado passe a ter automaticamente o mesmo salário, PLR ou benefícios dos empregados diretamente contratados pela operadora.
São questões diferentes e exigem fundamentos próprios.
Passagem, transporte local, alimentação e hospedagem também podem gerar dúvidas para quem trabalha offshore.
Não existe um único “auxílio deslocamento” com as mesmas regras para todo trabalhador embarcado.
O custeio depende de fatores como:
O reembolso da passagem e o pagamento do tempo de deslocamento como jornada também são questões juridicamente diferentes.
Por isso, o trabalhador deve guardar bilhetes, recibos, mensagens de convocação e documentos relacionados à alteração da programação.
Contratos envolvendo empresas estrangeiras, embarcações de outra bandeira ou prestação de serviços em diferentes países podem gerar dúvidas sobre qual legislação é aplicável e onde eventual ação deve ser ajuizada.
A resposta não depende apenas da bandeira do navio ou da moeda utilizada no pagamento.
Devem ser considerados elementos como:
A Lei nº 7.064/1982 também pode ser relevante em determinadas situações envolvendo trabalhadores contratados ou transferidos para prestar serviços no exterior.
Por isso, contratos internacionais merecem análise individual antes de qualquer conclusão sobre legislação aplicável.
Alguns profissionais offshore são contratados por meio de pessoa jurídica ou outras estruturas de prestação de serviços.
A existência de um contrato com pessoa jurídica, isoladamente, não permite concluir automaticamente pela existência ou inexistência de vínculo empregatício.
A análise deve considerar como o trabalho realmente acontece.
Entre os elementos tradicionalmente examinados estão:
O contrato escrito é um elemento importante, mas a realidade da prestação de serviços também precisa ser considerada.
O término de contratos de prestação de serviços, afretamentos ou projetos offshore pode resultar no desligamento de diversos trabalhadores.
Nessas situações, um Advogado Offshore pode verificar:
Quando a empregadora é uma prestadora que perdeu o contrato com a operadora, também pode ser necessário analisar a cadeia de terceirização e a possibilidade de responsabilidade da empresa tomadora.
A qualidade da análise depende diretamente das informações e documentos disponíveis.
Quando possível, reúna:
Não é necessário reunir todos esses documentos antes da primeira análise.
Informações básicas como função exercida, nome da empregadora, embarcação ou plataforma, escala praticada e uma descrição objetiva do problema já ajudam a identificar quais documentos serão mais importantes.
A análise normalmente começa pela reconstrução do contrato e dos fatos.
O Advogado Offshore pode comparar:
A partir daí, é possível avaliar se o problema pode ser resolvido por orientação documental, negociação, medida administrativa, solução extrajudicial ou processo judicial.
Nem toda divergência exige necessariamente uma ação trabalhista.
Sim.
A atuação jurídica no setor offshore também pode ser preventiva e voltada às empresas.
Entre os trabalhos possíveis estão:
A atuação para empresas e trabalhadores é realizada em casos distintos e exige análise prévia de eventuais conflitos de interesses.
Pode ser importante procurar um Advogado Offshore quando o trabalhador:
O Advogado Offshore atua em questões trabalhistas relacionadas ao trabalho embarcado, analisando contratos, escalas, jornada, adicionais, normas coletivas, terceirização, acidentes, saúde ocupacional e encerramento do contrato.
Não. A aplicação da Lei nº 5.811/1972 depende da atividade e das condições previstas na própria legislação. Marítimos, trabalhadores de empresas prestadoras e empregados diretamente ligados à atividade petrolífera podem estar submetidos a regimes diferentes.
Não é possível responder apenas com base na duração do turno. É necessário verificar o regime jurídico, a norma coletiva, as horas já remuneradas e o tempo efetivamente trabalhado além da jornada aplicável.
Não. O direito depende da atividade, do regime aplicável e das condições efetivas de exposição ao risco.
Não. A insalubridade depende da exposição a agentes enquadrados nas normas aplicáveis e das condições concretas da atividade, frequentemente avaliadas por prova técnica.
Pode existir responsabilidade subsidiária da empresa tomadora pelas parcelas relacionadas ao período em que recebeu seus serviços, desde que estejam preenchidos os requisitos aplicáveis ao caso.
Pode existir uma discussão dependendo do regime aplicável e das parcelas que foram suprimidas. Para determinados trabalhadores abrangidos pela Lei nº 5.811/1972, existe previsão específica relacionada à mudança de regime. Outros casos exigem análise do contrato, da norma coletiva e de eventuais horas extras habituais.
Depende do contrato, da base de apresentação, da norma coletiva e do motivo do deslocamento. Não existe uma única regra de auxílio deslocamento aplicável a todos os trabalhadores offshore.
O afastamento, isoladamente, não permite concluir automaticamente pela existência de estabilidade. Devem ser analisados o problema de saúde, sua relação com o trabalho, a situação previdenciária e os demais requisitos legais.
Pode ser possível, dependendo das circunstâncias. Local de contratação, locais de prestação dos serviços, empresa responsável pelo vínculo e demais elementos do contrato precisam ser examinados antes de definir a legislação e o foro aplicáveis.
Em regra, a reclamação trabalhista deve ser ajuizada até dois anos após o término do contrato, podendo alcançar créditos dos cinco anos anteriores ao ajuizamento. A contagem precisa ser verificada de acordo com as datas do caso concreto.
Se sua escala, seus contracheques ou as condições efetivamente encontradas durante o embarque não correspondem ao que estava previsto no contrato, uma análise dos documentos pode identificar qual é o problema e qual regra jurídica deve ser aplicada.
Fale com Alexander Nogueira, Advogado Offshore, e informe sua função, empresa empregadora, embarcação ou plataforma, escala de trabalho e principal dúvida.
Contracheques, escalas, normas coletivas, registros de embarque e documentos relacionados ao problema permitem verificar se existem diferenças trabalhistas ou outras providências que possam ser discutidas.
Alexander Nogueira — Advogado Trabalhista — OAB/RJ 126.442.
Conteúdo informativo. A existência de direitos ou valores a receber depende da documentação, da norma coletiva aplicável, do regime jurídico e das provas de cada caso.
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