Se Envolveu Com Alguma Acidente de Trabalho? Veja os Seus Direitos e Fale com um Profissional da Área
O Acidente de Trabalho pode gerar consequências físicas, emocionais, profissionais e financeiras para o trabalhador. Além da lesão propriamente dita, muitas dúvidas surgem depois da ocorrência: a empresa deveria emitir CAT? O afastamento está correto? Existe estabilidade? É possível receber indenização? E se a empresa disser que o problema de saúde não tem relação com o trabalho?
Essas perguntas não devem ser respondidas apenas com base no diagnóstico médico ou no que consta no contracheque. Em um caso de Acidente de Trabalho, é necessário reconstruir o que aconteceu, identificar as atividades executadas, analisar documentos médicos, verificar eventual nexo causal ou concausal e examinar como a empresa agiu antes e depois da ocorrência.
Em determinadas atividades, como trabalho marítimo, offshore, manutenção de máquinas, operações de carga e ambientes de risco, essa análise pode exigir ainda mais cuidado, principalmente quando o atendimento demora, o acidente acontece longe de estruturas médicas ou o trabalhador continua exercendo suas funções mesmo com dor.
A Nogueira Advogados atua na análise de Acidente de Trabalho, doença ocupacional, estabilidade, indenizações e demais consequências trabalhistas relacionadas ao adoecimento ou à lesão do trabalhador.
O Acidente de Trabalho deve ser analisado de acordo com as circunstâncias em que a lesão ou o adoecimento ocorreu.
Além de acidentes típicos, que acontecem durante a execução de determinada atividade, também podem existir situações em que uma doença se desenvolve ou se agrava em razão das condições de trabalho.
Por isso, a análise pode envolver:
O simples fato de determinada lesão aparecer durante o contrato não significa, automaticamente, que exista responsabilidade da empresa. Da mesma forma, a ausência de reconhecimento imediato pelo empregador não elimina a possibilidade de demonstrar posteriormente a relação entre o trabalho e o problema de saúde.
Depois de um Acidente de Trabalho, é importante registrar com precisão o que aconteceu.
Quando possível, guarde informações sobre:
Se o acidente ocorrer durante atividade embarcada ou em local de difícil acesso, também é importante registrar eventuais pedidos de atendimento ou desembarque médico e o tempo decorrido até que o trabalhador pudesse receber assistência adequada.
A resposta da empresa depois do acidente também pode ser juridicamente relevante.
Sim.
Não é apenas o momento exato do acidente que pode precisar ser examinado. A assistência prestada após a ocorrência também pode ter importância quando existe alegação de agravamento da lesão.
Em situações de trabalho embarcado, por exemplo, o trabalhador pode sofrer uma queda ou outro acidente e permanecer a bordo durante determinado período antes de receber atendimento hospitalar.
Nesse tipo de caso, devem ser analisados os pedidos de atendimento, as providências adotadas pela empresa, o quadro clínico inicial e a evolução posterior da lesão.
Não.
A CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho — é um documento importante para registrar a ocorrência. A empresa possui obrigação legal de realizar a comunicação nas situações previstas pela legislação.
Entretanto, a ausência de CAT não significa que o Acidente de Trabalho deixou de existir e também não impede, por si só, que o trabalhador demonstre posteriormente o ocorrido.
Outros documentos podem ser relevantes, como:
O conjunto das provas é que permite reconstruir os fatos e analisar a relação entre a lesão e a atividade profissional.
Os direitos decorrentes de um Acidente de Trabalho dependem daquilo que for comprovado em cada caso.
A análise jurídica pode envolver:
Nem todo Acidente de Trabalho gera automaticamente todos esses direitos. Estabilidade, indenização, pensão, tratamento médico e responsabilidade da empresa são questões diferentes e precisam ser analisadas separadamente.
Não automaticamente.
Para discutir indenização por dano moral, deve-se analisar a ocorrência do dano e os pressupostos jurídicos da responsabilidade aplicáveis ao caso.
Também podem ser relevantes as medidas de segurança adotadas pela empresa, o treinamento fornecido, as condições dos equipamentos, as ordens transmitidas ao trabalhador e a assistência prestada depois do acidente.
A pensão pode ser discutida quando o acidente ou doença relacionada ao trabalho provoca redução comprovada da capacidade laborativa e estão presentes os demais requisitos jurídicos.
A extensão da incapacidade, sua duração e a relação com o trabalho normalmente exigem avaliação médica e, em muitos processos, prova pericial.
Portanto, não é suficiente apenas ter sofrido um acidente para concluir automaticamente pela existência de uma pensão.
A estabilidade decorrente de Acidente de Trabalho precisa ser analisada segundo os requisitos previstos na legislação e as particularidades do caso.
A existência ou não de determinado benefício concedido pelo INSS é uma informação relevante, mas não deve ser analisada isoladamente.
Também existem situações envolvendo doenças ocupacionais em que o nexo com o trabalho é reconhecido somente posteriormente.
Por isso, não é tecnicamente correto afirmar que somente o trabalhador que recebeu determinado código de benefício pode discutir estabilidade.
Sim, dependendo das provas.
A classificação realizada pelo INSS possui relevância, mas não substitui a análise do histórico médico, das atividades executadas e das condições de trabalho.
Em uma discussão trabalhista, pode ser necessário produzir prova médica e pericial para verificar se existe nexo causal ou concausal entre a doença ou lesão e o trabalho.
Existem situações em que o reconhecimento posterior da relação entre a doença e o trabalho pode ser relevante para a garantia provisória de emprego.
Por isso, o encerramento do contrato não impede automaticamente a análise de eventual doença ocupacional e das consequências relacionadas à estabilidade.
É necessário examinar o momento em que os sintomas surgiram, os diagnósticos realizados, as condições do trabalho e a comprovação do nexo causal ou concausal.
Sim.
A análise de Acidente de Trabalho não se limita a ocorrências súbitas como quedas, cortes ou acidentes com equipamentos.
Determinadas doenças podem surgir ou ser agravadas gradualmente em razão do trabalho.
Nesses casos, é importante construir uma linha do tempo contendo:
Pode, desde que a relação seja analisada individualmente.
Não é correto presumir que toda exaustão ou todo quadro psicológico seja automaticamente decorrente do trabalho.
Também não é suficiente resumir a situação dizendo apenas que determinada jornada ou escala era cansativa.
A análise pode considerar avaliações médicas, histórico dos sintomas, afastamentos, jornada efetivamente realizada, períodos de descanso, condições do ambiente profissional e outros elementos capazes de demonstrar se o trabalho causou ou contribuiu para o adoecimento.
A alegação de culpa do trabalhador precisa ser confrontada com as provas existentes.
Devem ser analisados, entre outros aspectos:
Em determinadas atividades consideradas de risco acentuado, também pode existir discussão sobre responsabilidade objetiva, dependendo da natureza da atividade exercida e das circunstâncias concretas do acidente.
Para analisar um possível Acidente de Trabalho, reúna, quando disponíveis:
Quando se tratar de uma doença que surgiu gradualmente, também é útil elaborar uma linha do tempo dos sintomas e das condições de trabalho.
É recomendável procurar orientação quando houver dúvidas sobre:
Quanto mais cedo documentos e registros forem preservados, maior será a possibilidade de reconstruir adequadamente os fatos.
Não. A ausência de CAT não elimina o acidente. A ocorrência pode ser demonstrada por outros documentos e provas.
Não automaticamente. É necessário verificar os requisitos legais e as circunstâncias do afastamento, do benefício e do eventual nexo entre trabalho e lesão ou doença.
Não. A indenização depende da comprovação dos requisitos jurídicos correspondentes ao tipo de dano discutido.
Dependendo das circunstâncias e da comprovação do nexo causal ou concausal, doenças relacionadas ou agravadas pelo trabalho podem gerar consequências jurídicas semelhantes às do acidente típico.
Sim. A classificação previdenciária é relevante, mas não impede a análise trabalhista da relação entre o problema de saúde e a atividade profissional.
Um Acidente de Trabalho não deve ser analisado apenas pelo momento da ocorrência. É necessário observar o que aconteceu antes, durante e depois do acidente, incluindo as condições de segurança, a assistência prestada, a evolução da lesão, os afastamentos e a situação do trabalhador no retorno ao emprego.
A ausência de CAT, a classificação previdenciária ou a negativa da empresa não encerram automaticamente a discussão.
Cada caso exige análise das provas, dos documentos médicos e da relação entre a atividade profissional e a lesão ou doença.
Se você sofreu um Acidente de Trabalho ou desenvolveu uma doença que pode ter relação com suas atividades profissionais, reúna os documentos disponíveis e procure orientação jurídica para avaliar quais direitos efetivamente podem ser discutidos.
Fale com Alexander Nogueira e receba uma análise do acidente, dos documentos médicos, da situação previdenciária e das consequências trabalhistas do seu caso.
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